Cadê

sexta-feira, novembro 10, 2006

Não sou a incógnita que achava que eu era

Sou a caçula de 3 irmãs, por isso sou um pouco mimada e conseqüentemente um pouquinho rebelde também.
Já quis sair de casa, mas na época não tinha grana, hoje, não tenho coragem.

Fiz merda pra caramba, mas não me arrependo de nenhuma delas. Tive alguns namorados: uns foram excelentes, outros, só me fizeram sofrer e chorar, mas com certeza aprendi muito com cada um deles, principalmente que a pessoa mais importante do mundo sou EU.

Sempre tive uma relação estranha com grana. Aos 18 anos queria ter muuuuuuuito dinheiro, hoje, aos 32, quero ter o suficiente pra ter minhas coisas, viajar, sair com amigos e não passar nenhum tipo de privação... Não quero mais ter tanto dinheiro, apenas o necessário.
Descobri que gosto mais de ser do que de ter, e quero que as pessoas gostem da Roberta que É, não da Roberta que TEM.

Minha intensidade já fez eu largar mtas coisas pra correr atrás de um grande amor...e continuo assim, onde estiver meu amor eu estarei junto pq é isso que me move, me motiva, me impulsiona.
Escrevo, não acho que bem, mas escrevo por prazer, pra gozar comigo mesma, pra esvaziar a alma e enchê-la novamente... Escrever nos liberta e nos aprisiona, nos da garra e nos coloca pontos que nem sabemos explicar. Nos salva e nos perde...

Gosto de ler, mas faz tempo que não leio (ultimamente durmo no ônibus ao invés de ler...cansaço)...
Admiro pinturas, mas confesso entender pouco...música pra mim é vital, pra fazer festa, ficar na fossa, trabalhar ou não pensar em nada.


Sou carregada de defeitos, minha impulsividade me fode, a minha falta de papas na língua faz com que eu tenha poucos amigos, mas os que tenho são fieis. E sou fiel tb, movo montanhas por alguém que precise.

sentar no colo dda minha mãe todos os dias no café da manhã é uma das horas mais prazerosas do meu dia.

Relações humanas pra mim sempre são mais complexas do que parecem ser... Sempre a um algo mais, algo que não foi dito, que não foi expresso, que é subjetivo. E eu apesar de gostar da objetividade, sei que sou muito subjetiva...

Quem sou eu? Tenho 32 anos e não tenho mais saco pra balada...tenho pavor de jovens bobos e perdidos na noite!
To louca pra construir algo com alguém, dividir problemas, risos, dívidas...Fazer planos de morar no interior com uma casinha com jardim, horta , cachorros e uma cerca branca.

Sei que o que quero é um pouco complicado, mas porra, já tenho 32 anos...vou me dar o direito de ser complexa, difícil, complicada e contraditória. Apesar da idade, ainda tenho atitudes de uma criança mimada....não tenho tudo que achei que tivesse com essa idade...ainda sou a pessoa mais confusa que conheço...não tenho o emprego que achava que teria. Meu Deus, onde foi parar toda aquela segurança, aquela maturidade que achei que a idade me daria.
Quantas mentiras nos contaram! Quantas mentiras nos contamos! E o pior, onde foi parar a minha bunda dura dos 18 anos???
Eu tenho 32 anos e ainda tenho sonhos da menina que fui, tenho sonhos da menina que ainda sou, tenho uma visão romântica da vida, e acredito na mudança das pessoas...
Tenho 32 anos, e ainda carrego comigo uma frase que conheci quando tinha 26 “Toda busca é digna de respeito e admiração, seja ela qual for”

Um comentário:

Anônimo disse...

É engraçado como fazer planos às vezes faz com que nos decepcionemos conosco... Mas ainda acho que o mais importante é saber ser flexível o bastante pra não ter medo de mudar esses planos sempre que necessário. Afinal, a cada dia que passa, as pessoas, o tempo e os lugares nos tornam pessoas diferentes e que precisam de coisas diferentes. ;)