Cadê

sexta-feira, outubro 27, 2006

ALENTO

Quando mais nada houver,
eu me erguerei cantando,
saudando a vida
com meu corpo de cavalo jovem.
E numa louca corrida
entregarei meu ser ao ser do Tempo
e a minha voz à doce voz do vento.
Despojado do que já não há
solto no vazio do que ainda não veio,
minha boca cantará
cantos de alívio pelo que se foi,
cantos de espera pelo que há de vir.
Caio Fernando Abreu

2 comentários:

Anônimo disse...

Quanto mais os dias percorrem o espaço da vida, sinto que as dores ficarão no passado, e deste incômodo só restará uma vaga lembrança.

Anônimo disse...

Ei, parabéns tá, neste novo ciclo que se inicia as coisas serão diferentes, assim seja.